Apresentação do livro

A escrita chinesa, uma parte importante da cultura da China, é uma das mais antigas línguas conhecidas e a única destas ainda viva.

Transmissora da civilização chinesa, ela constitui um fator de coesão nacional da China e um elo entre a cultura dessa nação e o mundo.

As inscrições oraculares em ossos (Jiaguwen), que são a forma mais antiga dos caracteres chineses, compõem uma herança inestimável da China, testemunhando a aurora da civilização dessa nação e dando condições à continuidade da sua própria evolução.

A assimilação dos caracteres milenares aos bytes do computador mostra uma ótima combinação da antiguidade com a modernidade e contribui para novos avanços da humanidade. A evolução dessa escrita reflete, de certa forma, o próprio percurso do desenvolvimento da civilização chinesa.

No aspecto artístico, a caligrafia chinesa, uma preciosidade sem igual na cultura oriental, é também baseada nesta escrita.

Graficamente, é comparada à pintura, em sua habilidade para evocar emoção através de uma rica variedade de linhas, formas e desenhos.

Como arte abstrata, exibe o rítmico e harmonioso fluxo da música. E, de um ponto de vista prático, é uma forma artística de expressar idéias e pensamentos.

É um imenso prazer poder testemunhar a publicação desta obra do professor Tai Hsuan-An, que certamente contribuirá para o maior conhecimento da cultura chinesa no Brasil.

Apreciamos o seu grande empenho na divulgação da cultura chinesa e o parabenizamos pelo resultado por ele alcançado na área artística ao longo dos anos.

Chen Duqing

Embaixador da República Popular da China no Brasil

Prefácio do livro

Este livro sobre a escrita chinesa, feito para leitores brasileiros e dos países da língua portuguesa, é da autoria de um artista plástico – uma pessoa singular, pois é um chinês (de origem) que fala português corretamente e articula muito bem nesta língua e, como brasileiro (naturalizado, de coração), conhece os mais arcaicos ideogramas da China.

É um pesquisador da arte chinesa e dos diversos assuntos ligados à natureza (a ilustração botânica e ornitológica e a biônica), à criação artística e ao design. O nome dele, Tai Hsuan-An, significa, por meio dos ideogramas, Proclamador de Paz.

Há muitos anos Tai vem estudando e mergulhando nesta floresta de símbolos da escrita chinesa. Convenhamos que não é uma tarefa fácil: um erudito chinês mal consegue distinguir 10.000 caracteres diferentes.

É uma escrita fundamentada numa lógica visual que tem um raciocínio plástico e que necessita todo um traquejo de símbolos do mundo das imagens. Cada signo é um exercício plástico com requintes de pensamento lógico.

Tai mostra isto, acrescido de uma longa pesquisa histórica. Nela, vemos este raciocínio se desenrolar no tempo envolvendo as novas maneiras da sociedade chinesa e suas preocupações lógico-verbais e visuais.

Aqui eu dispenso todas as implicações de ordem intelectuais e plásticas, passando a um texto mais humano e próximo do grande amigo que tem sido Tai por estes trinta e dois anos de convivência.

Já vi diversas vezes Tai abordar assuntos diferentes com o mesmo brilho. Assuntos que passam da poesia clássica de Du Fu e Li Bai a sementes do Cerrado, do folclore goiano a técnicas de desenho a maneira ocidental, de papel artesanal a projetos de objetos, sem falar dos inumeráveis esclarecimentos que ele me tem dado durante toda a nossa amizade sobre a cultura chinesa como um todo.

Falar da China não é fácil assim. E penso que as pessoas no Ocidente, antes de falar sobre a China, deveriam primeiramente visitá-la.

Deveriam ver as Grutas Budistas de Mo Gao no deserto de Gobi, as pinturas originais de Shi Tao e Zhu Da (Chu Ta), sentir o vento no rosto quando apreciarem a Montanha Amarela ou saborear tranqüilamente em Hangzhou o chá verde Poço do Dragão. Um pouco destas delícias nós é transmitido neste belo livro sobre os ideogramas que Tai nos presenteia agora.
Rubens Matuck

Palavras com alma

As palavras em estado de dicionário precisam de Drummond para virar poesia. É bem verdade que algumas, por seu significado, sonoridade e beleza, compõem, por si, um poema. A singular “saudade” é exemplo de alcance.

Os chineses, certamente, têm o seu Drummond, não mais de um, mesmo numa população que arrebanha um quarto dos seres viventes da terra, mas, diferentemente de nós, talvez pudessem prescindir dele. Sua escrita parece não ter palavras em letargia, porque os ideogramas que a representam são, a cada unidade, uma obra autônoma.

Coincidência ou não, o autor de Ideogramas e a Cultura Chinesa, que acaba de ser lançado pelo É Realizações Editora, Tai Hsuan-An, é artista plástico. O livro traz em suas 500 páginas 458 dos milhares de ideogramas chineses. Desse mar de signos, a editora pinçou “eterno” para ilustrar a contracapa.

O conceito, tão abstrato, tem na cultura oriental uma representação concreta, a água, desde sua origem, a nascente, até os rios e mares, que, àquele tempo, séculos antes de Cristo, ninguém sabia onde ia dar. Talvez daí o seu sentido de infinitude, de eternidade.

Tai, naturalizado brasileiro e formado em arquitetura e urbanismo pela USP, pesquisa há vários anos q etimologia e a evolução dos ideogramas da língua viva mais antiga do mundo, com mais de 3,5 mil anos.

Universalmente, um coração remete a amor. Os chineses têm um traço, um signo ou um conjunto deles para expressar, do concreto às mais complexas formas do pensar. O amor chinês traz também o coração, estilizado, mas outros traços sintetizam de amor se trata.

Apesar de seu alentado volume, o livro propõe apenas uma iniciação à compreensão da cultura e da linguagem daquele país, até porque o número de caracteres chineses já chegou a 47 mil, tamanho o seu grau de detalhamento.

Chegava-se ao requinte de usar um ideograma para representar, por exemplo, o cavalo, e outros para definir sua idade, cor, característica física, e assim por diante. Hoje, um erudito não domina mais do que 10 mil caracteres e os ideogramas mais usados estão em torno de 6 mil.

A leitura e a consulta são facilitadas pela disposição dos capítulos em temas correlatos. Um livro para ter, ler e ver.
Roberto Nascimento

Revista Bien’Art, Fevereiro, 2007 – Ano III - No 28, pág.37.

Sobre o livro

A cultura chinesa é tipicamente uma cultura de simbolismo. Em quase todos os aspectos dessa cultura milenar estão repletos de símbolos fortes, intensos e popularizados. Desde os elementos mais básicos, tanto visuais como sonoros, podem estar carregados de significados simbólicos.

Na vida cotidiana do povo chinês, as cores, as formas, os sons, até gestos podem assumir suas marcantes funções simbólicas. Formas e elementos complexos como animais, plantas, objetos, figuras e, claro, ideogramas da escrita chinesa são efetivamente usados como símbolos.

Esses, também chamados de signos culturais, estão com marcante presença na pintura, na escultura, na música, na ópera, na arquitetura, no paisagismo, nas religiões, nos folclores, na vida cotidiana, enfim, em quase tudo.

Dos elementos simbólicos visuais, o vermelho, por exemplo, é a cor mais apreciada pelos chineses, por representar a felicidade, a boa sorte e a prosperidade. Um círculo ou uma esfera simbolizam a perfeição, a integridade, o amor e a reunião familiar.

Em ritos comemorativos, é comum que a população coma bolinhos redondos e doces para expressar a felicidade da reunião familiar, da mesma forma, costuma tingir certas comidas de vermelho para representar a boa sorte e a alegria.

O dragão é um símbolo tão forte para os chineses, que se tornou praticamente um verdadeiro totem do maior clã do planeta – o dos chineses. Para os chineses, o dragão reúne na sua figura todas as qualidades representadas pelo vermelho, no entanto, ela é uma vívida figura, misteriosa, poderosa, sagrada e venerável.

Já um animal de verdade como o cavalo, é o símbolo da valentia e da lealdade. O carneiro simboliza a bondade, devoção filial e o bom agouro. O morcego, por incrível que pareça para os ocidentais, é o símbolo da felicidade basicamente porque a pronúncia da palavra morcego, em chinês, é a mesma da felicidade.

E a sua figura aparece em grande freqüência para ornamentar vasos, móveis, pinturas decorativas e demais objetos.

Há inúmeros exemplos do simbolismo chinês que um grande volume de livro não seria suficiente para citá-los e explicá-los. Porém, um dos mais representantes e fascinantes exemplos é o sistema dos signos usados na escrita chinesa.

O livro de Tai Hsuan-An fala desses signos chamados de ideogramas e, a partir da explicação deles, mostrando a sua origem, a evolução e significados adquiridos, para chegar às essências da cultura chinesa, pois eles são verdadeiros espelhos dessa cultura.

Os ideogramas são fascinantes pela sua força de expressão semântica e visual não só para os próprios chineses, mas muitos ocidentais demonstram grande interesse por eles, porque os consideram exóticos, misteriosos e belos.

A forma visual dos ideogramas é outro aspecto de vital importância.

O seu valor estético é um dos fatores da eterna paixão dos chineses pelos ideogramas, especialmente nas suas formas caligráficas. A beleza da sua forma e dos seus traços elevou a caligrafia chinesa ao mesmo nível da pintura, como uma suprema forma de expressão artística.

Cada ideograma é notavelmente uma composição, uma estrutura formal dinâmica, um puro desenho.

Além disso tudo, neles escondem-se segredos reveladores das essências das raizes de uma cultura milenar que influencia diversas nações do mundo. Os ideogramas chineses, conhecidos também pelos coreanos e japoneses como caracteres da etnia Han, foram criados e são usados há milhares de anos até hoje pelo povo Han, que é a etnia majoritária da população da China.

Eles propagaram-se nos países vizinhos como a Coréia, o Japão e o Vietnã.

A saber, os ideogramas chineses foram adotados oficialmente no Japão já no Século VII, quando os japoneses tentaram assimilar toda a cultura chinesa da época.

Pode-se dizer que a Coréia era também uma nação culturalmente chinesa, neste período do Império Tang (de 618 a 907 a.C.), o mais avançado e poderoso do mundo.

Foram usados durante milhares de anos nestes países, até que foram criadas novas escritas fonéticas. Mesmo assim, o Japão ainda emprega usualmente mais de mil ideogramas chineses, para manter a expressividade da sua língua escrita.

A Coréia também não abandona totalmente essa herança cultural que ajudou a formar a sua antiga civilização. Os ideogramas chineses também são usados hoje em Cingapura como uma das línguas oficiais, já que mais de 70 % da sua população é da etnia Han.

Como os ideogramas não são fonemas, suas pronúncias variam de acordo com cada dialeto de cada região da China e diferem muito quando lidos pelos coreanos, e as pronúncias de muitos ideogramas tornam-se, para os japoneses, polissilábicas, completamente diferentes das pronúncias chinesas, que são tipicamente monossilábicas.

Somente pelos significados, conceitos ou idéias que os ideogramas são capazes de transmitir, eles permitem pessoas de diferentes regiões da China e diferentes nações a se comunicarem por meio de escrita, independentemente de suas pronúncias. Embora existam mais de 40.000 ideogramas, somente 10.000 são ainda usados hoje, e apenas 6.000 são de uso corrente.

De modo geral, em seis anos de aprendizagem, um estudante de nível primário pode memorizar cerca de 3000, que são usados com freqüência nas publicações contemporâneas.

A saber, caracteres chineses são uma das escritas mais antigas do mundo, ao lado dos hieróglifos egípcios e cuneiformes babilônicos. Mas somente os ideogramas chineses sobreviveram até hoje.

Naturalmente, os ideogramas sofreram, ao longo dos tempos, lentas, mas sucessivas mudanças no processo de sua evolução.

Acredita-se que eles se originaram de signos pictográficos, quase puros desenhos.

O fato de a escrita chinesa não ter evoluído para o estágio de puros sinais fonéticos contribuiu para a consolidação da civilização chinesa e, principalmente, para a coesão dos chineses, que falam centenas de dialetos não comunicáveis entre si.

O poder de comunicação e expressão dos ideogramas foi capaz de livrar-se da barreira da diferença de pronúncias e das línguas faladas, constituindo-se, inclusive, numa poderosa língua escrita multinacional, responsável pela difusão da antiga cultura chinesa em vários países vizinhos durante longos períodos. Hoje, já não é difícil nos depararmos com ideogramas chineses em nossos meios de comunicação. Vários motivos podem explicar a presença cada vez maior dessa forma de escrita em revistas, cinema, televisão e em produtos de todos os tipos encontrados no mundo ocidental.

O crescente interesse dos ocidentais pela cultura oriental faz com que se aumente a necessidade de compreender melhor as línguas orientais, especialmente chinesa e japonesa. Tanto os extraordinários avanços tecnológico, industrial e comercial do Japão, como o ressurgimento da China como potência econômica não só exigem dos ocidentais um vínculo cada vez mais intenso com essas nações, mas uma atenção especial às suas culturas.

A própria expansão econômica torna-se também um agente de propagação das suas culturas.

Deste modo, os ideogramas – signos escritos usados tanto na China como no Japão, tornam-se freqüentes em nossa mídia, mesmo que não sejam compreensíveis.

Apesar da curiosidade e do interesse pelos ideogramas, os intelectuais e estudiosos das culturas orientais encontram muita dificuldade em aprender essa forma de escrita demasiadamente complicada. A complexidade dos ideogramas é grande até para os próprios chineses, devido aos numerosos traços de cada caractere e da enorme quantidade de ideogramas usados.

Pergunta-se: por que não substituí-los por sinais fonéticos ou simplesmente alfabetos ocidentais?

É, naturalmente, uma questão já discutida, mas os ideogramas oferecem outras vantagens, que, para os chineses, superam os sinais fonéticos com a sua extraordinária expressividade e a incomparável beleza formal e caligráfica. A sua vitalidade não diminuiu por causa do avanço tecnológico, embora tenha enfrentado enorme dificuldade nas técnicas de impressão e editoração convencionais.

A informática ajudou a superar a dificuldade, proporcionando a reprodução de ideogramas até mais rápida do que a digitação de textos em línguas européias, através de vários métodos de digitação criados nos últimos anos.

A adoção de sinais fonéticos ou de letras latinas ou romanas foi descartada, por encontrar diversos obstáculos técnicos e afetivos, devido à grande variedade de dialetos, à peculiar entonação da língua chinesa, à grande quantidade de caracteres homófonos (diferentes ideogramas e palavras que têm a mesma pronúncia), à riquíssima herança literária histórica, que exige o estudo contínuo, e ao forte sentimento afetivo do povo chinês em relação aos ideogramas.

Este sentimento pelos ideogramas é devido principalmente à sua extrema beleza e expressividade dinâmica tanto na sua forma caligráfica como no seu aspecto semântico, que é capaz de transmitir mensagens de maneira instantânea.

Que são ideogramas? De que maneira um ideograma chinês transmite o seu significado? Por que cada ideograma é um sinal, um signo ou símbolo que representa um ou vários significados e conceitos?

Os caracteres da língua escrita chinesa são chamados de ideogramas, porque cada um deles equivale a um signo gráfico que exprime diretamente uma idéia, com um ou vários significados, e não uma letra ou um som.

Um signo não se limita a uma palavra, mas freqüentemente representa vários significados e esses são mutáveis, de acordo com a sua combinação com outros ideogramas ou mesmo com o contexto. Isto é, um ideograma simples pode servir como um dos componentes de outro ideograma mais complexo.

Vários ideogramas também podem compor outras palavras. Cada ideograma, como um símbolo, pode ser percebido visualmente de imediato como uma imagem inconfundível com a outra. É por isso que os chineses são capazes de "ler dez linhas num lance de olhar".

A escrita ideográfica permite a verdadeira leitura dinâmica. Qualquer pessoa, quase no mundo inteiro, conhece e sabe o que significa o símbolo do coração – aquele desenho de copas nas cartas de baralho.

Um ideograma funciona de modo similar. Porém, como caracteres, os ideogramas são complexos na conjugação de seus componentes, na criação formal, na estruturação dos traços, na esquematização caligráfica, na sistematização ortográfica e nas dimensões semântica e sintática. É extremamente interessante saber como se escreve homem, por exemplo.

É curioso saber que, para representar floresta, juntam-se dois pictogramas iguais de árvore.

Como se escrevem perseverança, eterno, amor, paz e outras palavras abstratas em ideogramas? Se nós conhecermos a razão de ser desses ideogramas, conheceremos também os pensamentos chineses e, neles, ensinamentos para a nossa reflexão. Embora os ideogramas pareçam difíceis de serem assimilados, eles tornam-se fáceis e interessantes quando os princípios da sua criação são conhecidos e explicados.

Na verdade, cada ideograma foi criado segundo determinados princípios de estruturação, raciocínio e abstração.

Há estudos etimológicos que fazem minuciosos trabalhos de decompor cada um dos ideogramas, em partes e componentes, na sua forma gráfica arcaica ou mais antiga e primitiva, a fim de reconstituir a sua origem, clarear a razão da sua formação e, por fim, desmistificar essa escrita.

A escrita chinesa era, no início, quatro mil anos atrás, constituída principalmente de pictogramas – desenhos simplificados ou abstraídos de objetos, animais e outros seres concretos, facilmente identificáveis. Mas não demorou muito tempo os chineses perceberam que, usando a combinação de dois sinais, podiam-se gerar outras idéias ou significados. Assim, novos ideogramas foram criados.

Por exemplo, dois sinais pictográficos de árvore formam o ideograma de floresta e, combinando os signos de homem e de palavras, cria-se o ideograma que significa acreditar ou crer.

Criaram também ideogramas que eram compostos por puros sinais abstratos, tais como aqueles que significam em cima ou para cima e embaixo ou para baixo (por exemplo, um traço menor por cima de um traço maior representa a idéia de em cima, por cima ou superior).

Mas, na medida que crescia a demanda de novas palavras, em vez de criarem novos ideogramas, recorriam também ao simples método de "empréstimo" do ideograma da mesma pronúncia, ou mesmo similar.

Com este método, muitos ideogramas “emprestados” perderam seus significados originais para assumirem novos significados apenas devido à sua pronúncia.

O outro método de criar ideogramas, que se constituem como a maior parte dos caracteres existentes, era simplesmente a união de um ou vários signos pictográficos com um outro signo que sugere ou indica a pronúncia.

O componente indicativo ou sugestivo da pronúncia de muitos dessa categoria dos ideogramas, porém, já perderam a sua função, porque a pronunciação dos ideogramas mudou muito no decorrer dos tempos. Afinal, eles nunca foram sinais puramente fonéticos, como as letras dos alfabetos ocidentais. Este grupo de ideogramas é o maior de todos.

Ideogramas e A Cultura Chinesa não é apenas um livro de etimologia dos ideogramas chineses, mas da cultura chinesa através da análise dos ideogramas que, na verdade, foram criados de acordo com a visão, o pensamento e a filosofia dos chineses de diversas épocas.

Muitos ideogramas refletem diretamente a vida, a realidade e as situações das épocas.

Além do mais, muitos ideogramas são extremamente curiosos e estimulantes à imaginação, e cada um, por si só, é um pequeno poema, uma idéia filosófica, um provérbio e até um relato resumido de uma determinada cena.

O conhecimento das origens dos ideogramas oferece uma diversidade muito abrangente de informações sobre a cultura chinesa. Esse livro analisa e explica 458 ideogramas considerados os mais importantes e interessantes, mostrando exemplos da evolução deles e imagens que permitem aos leitores visualizarem um pouco da riquíssima cultura milenar da China.
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